Chuva

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Chuva que cai do céu com destemida impiedade,
Que varre do chão a nódoa daquilo feito e já arrependido no dia passado,
Que limpa do quadro a tinta, oferecendo um canvas novo sobre o qual se pode pincelar novos traços,
Aplicar novas cores, definir contornos de um destino inédito.

Chuva torrencial que lava minh´alma,
Em ti quero correr até sentir-te impregnada em mim, penetrando em meus póros,
Limpando meu espírito cansado com tua mão pesada,
De uma correnteza que desaba do céu e chicoteia solo e alma,
E que me dá a esperança de que tudo pode ser melhor no dia que se inicia,
E também no dia que virá

Que a chuva de hoje limpe as pegadas já marcadas na areia,
Retire as cores com sua água para que eu possa sonhar em preto e branco,
E que eu possa escrever, tal qual num romance de páginas em branco,
Um novo começo traçado só por mim.

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